Grupo Eccellenza patrocinou encontro histórico

Quatro dos maiores empresários da Serra relembram trajetória e falam do futuro

          O Grupo Eccellenza participou como uma das patrocinadoras do evento Sebrae Mais, ocorrido na última quinta-feira dia 13, na Câmara de Indústria Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul. O Diretor Andrea Covra Neto esteve presente no encontro histórico onde quatro dos maiores representantes do empreendedorismo da Serra Gaúcha contaram as experiências de sucesso e compartilharam a visão deles para o momento econômico do Brasil. 

            Adelino Colombo, das Lojas Colombo, Lourenço Castellan, da Móveis Florense, Paulo Bellini, da Marcopolo e Raul Randon, do Grupo Randon, relataram para uma plateia de mais de 300 pessoas como surgiu a ideia de fundar as companhias que hoje são referência no segmento em que atuam. Eles também falaram de dificuldades, apoio da família, e como perpetuar os negócios iniciados por eles. 

Confira a seguir um resumo do que foi dito pelos empresários no encontro que integra a 4ª Semana do Empreendedorismo.

 

Adelino Colombo

O empresário ressaltou que o apoio da família foi fundamental, especialmente no início do negócio. "Minha mulher sempre esteve do meu lado, incentivando e trabalhando", lembrou.

Sobre os sentimentos ao longo da trajetória à frente da rede de varejo, Colombo afirmou que houve alegrias e decepções, mas que cada loja inaugurada era uma nova emoção. Ele lembrou ainda as diversas propostas de compra recebidas nos 55 anos de história das lojas Colombo, todas recusadas. "A preocupação é perpetuar a empresa", frisou.

Colombo também comentou o momento de incertezas da economia e disse que o Brasil não está enfrentando uma crise. "Quem passou pela inflação desenfreada não pode achar que amanhã não há mais nada. O que está em crise é o governo, porque ele não colabora em nada para o desenvolvimento do país, só faz o que é partidário", criticou.

Por fim, o empresário deu sua receita para uma trajetória de sucesso: "trabalho, trabalho, trabalho; a sorte é mais difícil. O importante é acreditar em si. O Brasil não cai no abismo porque é maior que o abismo".

 

Lourenço Castellan

O fundador da Florense também creditou a trajetória de sucesso ao apoio da família e brincou que os quatro empresários reunidos têm 340 anos de experiência para contar. "Desde quando minha mulher ficou grávida, tinha um sonho: que meus filhos fossem alguém na vida. Acho que todos pensam isso. Graças a Deus, tivemos três filhos maravilhosos. A segunda geração administra bem a empresa e estamos preparando a terceira geração", lembrou. Ele também lembrou como foi o início da companhia, que ele diz, com orgulho, ter empregado mais da metade da população de Flores da Cunha: "Eu era o sexto de 11 irmãos, minha mãe lavava roupa para fora, não tinha luz em casa. Fundei a empresa do zero. Minhas primeiras obrigações eram pagar os funcionários e procurei ser justo em todos os sentidos", afirmou. 

Ao comentar os motivos de não vender a empresa, Castellan disse ter recebido propostas de grandes grupos, alguns propondo pagamento à vista. "Como vamos fazer se estamos no mesmo sistema há 60 anos? Estamos felizes com o que fazemos e os filhos administram bem. Somos uma empresa sólida, cumpridora das obrigações e isso não há dinheiro que pague", defende. 

Ao falar sobre responsabilidade social disse: "sempre procurei dar oportunidade para as pessoas honestas e trabalhadoras". Sobre a economia, ele afirmou já ter enfrentado momentos piores. E recomendou cautela com relação a decretos do governo e financiamentos.

 

Paulo Bellini

O cofundador da Marcopolo lembrou a trajetória da companhia falando sobre o galpão de chão batido onde foram montados os primeiros ônibus. Falou também do momento em que decidiram comprar um terreno no bairro Planalto para ampliar a empresa. "Antes, se na família eram poucos, posso dizer que só aqui, na cidade, somos 10 mil. Quando se começa a fazer isso, nem se sabe direito o que se está fazendo. Nem sabia o que era empreendedorismo".

Ele disse que se recebesse propostas para vender a Marcopolo recusaria, por ser uma empresa consolidada e preocupada com as pessoas. Quanto à responsabilidade social, lembrou a assistência a uma casa de acolhimento a idosos e disse que a maior benefício social é a criação de empregos.

Quanto ao momento econômico, o empresário disse que a tendência é de que as empresas vão estar "mais livres para pensar" a partir de agora, devido à apreensão causada pelas eleições.

 

Raul Randon

O empresário disse que a empresa veio ao natural, com ele e o irmão, e disse que para a sucessão na gestão, foi criada uma holding familiar, com pessoas especializadas. "Chega um ponto que a empresa cresce mais do que a gente. Às vezes o camarada pensa que é dono da empresa, mas ele não é. A empresa é dona da gente". 

Ele ressaltou que é preciso que os produtos tenham qualidade, para que a empresa não "morra lá na frente". Na área econômica, as principais críticas foram à alta carga tributária do governo. "O grupo Randon paga 82 tipos de impostos. Ainda assim não vendemos a empresa. Tem que começar a diminuir os impostos e dar um pouco para o povo que trabalha", frisa.

Ao falar sobre a responsabilidade social, destacou o trabalho do Instituto Elisabetha Randon, que comanda os projetos Florescer e Qualificar, de formação de jovens. "Peguem oito ou 10 empresas e façam um Florescer. Não custa muito. Cada aluno custa R$ 300 por mês, e os compromissos deles são estudar inglês, informática e não repetir de ano", defendeu.

"Estar presente neste evento com quatro ícones do empreendedorismo na Serra Gaúcha é uma fonte de inspiração para todos os empresários. Saber que mesmo depois de uma invejável trajetória empresarial eles se mantem entusiasmados com o futuro." Pontuou o Diretor do Grupo Eccellenza Andrea Covra Neto.  

 

 Na oportunidade foi realizada a entrega de folders do Grupo Eccellenza para os empresários que estavam no local.

 

Fonte: André Fiedler - Jornalista Rádio Gaúcha Serra. 

Fotos: Arquivo Grupo Eccellenza e Júlio Soares.